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Conheça o smartphone mais barato do mundo

No início de 2016, a fabricante indiana Ringing Bells anunciou o Freedom 251, smartphone com preço abaixo de US$ 4 (cerca de R$ 12), considerado o mais barato do mundo. Recentemente, a empresa afirmou que a partir da próxima quinta-feira, 7, serão disponibilizadas 200 mil unidades para venda. Confira como funciona o aparelho e veja suas especificações:

O Freedom 251 roda Android 5.1, mas se parece com um iPhone 5. O dispositivo possui 1 GB de memória RAM, 8 GB de armazenamento interno, com possibilidade de expansão para 32 GB, processador quad-core e duas câmeras. Especificações interesantes para um smartphone que custa o equivalente a uma garrafa de cerveja em um bar numa grande cidade brasileira.

Freedom 251

Por enquanto, a empresa indiana não tem fábrica própria. Os smartphones, segundo a fabricante, têm peças importadas de Taiwan e sua montagem é feita em Haridwar, no norte da Índia, o que ajuda a reduzir o valor final.

O preço baixo do dispositivo gerou polêmica na Índia. Kirit Somaiya, membro do parlamento indiano, sugeriu que tudo não passa de “uma grande farsa”; o diretor da Associação Indiana de Celulares afirmou que o aparelho parece “uma piada ou um golpe”. Porém, Mohit Goel, fundador e presidente da Ringing Bells, nega as acusações de fraude.

Adcom

Na verdade, o Freedom 251 custa 1.180 rúpias para ser fabricado, mas a Ringing Bells afirma que ele é subsidiado por meio de acordos com fabricantes de apps que estão pré-instalados no aparelho. Mas o valor não é suficiente. Goel afirma que terá um prejuízo de 150 rúpias com cada celular, e espera que o governo também o subsidie. Para que a empresa sobreviva, portanto, o plano de negócios envolve comercializar modelos mais caros, que custem até US$ 100, garantindo algum lucro.

Mas há quem não ‘compre’ este modelo comercial. “Acho difícil crer que um telefone pode ser fabricado por 251 rúpias, então, é difícil entender o modelo de negócios deles”, diz Pranav Dixit, do site de notícias Factor Daily, destacando que os fundadores da empresa não possuem nenhum conhecimento em tecnologia.

Via Olhar Digital e BBC

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